Rafael Rossignol Felipe

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Ambiente sonoro

Posted by Rafael Rossignol Felipe em 27/01/2009

mordomo1

O que é um ambiente gráfico?

Se você é curioso o suficiente e já clicou no link ai em cima, ou se já entende um pouco de como um sistema operacional atual funciona. Sabe do que eu estou falando.
Resumidamente, é um software onde posso usar meu computador através de uma interface gráfica, e gráfico me remete a imagem, se preciso de uma imagem, preciso de um monitor.

Se começarmos a cotar preço de computadores montados por aí, e depois o preço só dos monitores, vamos ver que o preço do monitor do seu computador está em torno de 40% a 50% do valor dele. (é claro que estou falando de computadores básicos, apesar que ultimamente esse valor tem caído)
Mas o motivo de eu ter tido essa idéia nem foi esse. Sou um cara muito preguiçoso para algumas coisas, como por exemplo ter que ligar o computador e espera-lo iniciar, ou ter que montar o notebook em uma mesa para poder usa-lo.

O pior é quando você só quer ver email e tem que ligar o computador pra isso, ou só mandar um email com pressa e quer mandar um email pra isso.

Foi então que pensei em como seria legal, se eu simplesmente tivesse um “Mordomo Virtual”, um programa burro mesmo, mas que sabe onde eu estou, e lê os emails pra mim, ou lê as notícias em um leitor de RSS, ou diz as músicas que vão ser tocadas no meu player, etc…

Bom, até ai existem os leitores de tela para deficientes visuais. Mas leitores de telas não são muito legais, pois os programas em sua maioria não são feitos pensando em deficientes visuais (ou no caso, quem não tem um monitor). Quanto um programa é feito pensando em um leitor de telas ele também é feito pensando em quem vai usar sem um leitor, ou seja, ele não é dedicado a isso.

Foi então que pensei na idéia do “Ambiente Sonoro”, um ambiente gráfico provê condições/facilidades para que softwares gráficos rodem sobre ele. Logo um Ambiente sonoro proverá condições/facilidades para softwares dedicados a rodar em modo sonoro (não modo texto ou modo gráfico). Na prática, como seria isso?

Você configura seu ambiente sonoro (e vai precisar de um ambiente gráfico pra isso), da um nome a ele, no nosso caso Charles.

Você chega em casa e diz: “Charles, leia meus emails”, um computador que está instalado em toda a sua casa e distribui microfones e autofalantes em cada cômodo, detecta por meio do ambiente sonoro onde você está, processa seu comando e te responde no cômodo que você está:

“Senhor, você possui X emails, quer que eu os leia agora?”

Você responde que sim e ele começa a os ler.

Depois de ouvir seus emails, você pede para o Charles tocar músicas no banheiro, pois você vai tomar banho e quer ouvir um som. Não precisa ser coisa de filme, você pode seguir diretivas simples como num ambiente modo texto, vai chegar no seu resultado e vai ser satisfatório.

Depois você ta afim de ouvir umas notícias, uma rádio online, ler um blog, você pede e o Charles te atende.

No final, o programa que lê emails, toca música, lê noticia, sintoniza a radio online, a calculadora, ou seja la o que for. São softwares diferentes que foram desenvolvidos de maneira dedicata a atender comandos de voz simples, e quem provê serviços para desenvolver esses softwares de maneira simples, é o ambiente sonoro.

Com hardwares certos é possível acender e a pagar luzes da sua casa com a voz. Com uma idéia criativa é possível desenvolver aplicativos revolucionários (quem sabe um buscador e leitor de receitas na cozinha? sem ter que colocar  a mão suja no computador para rolar a página)

Essa é mais de uma das minhas idéias malucas, essa eu só não implementei ainda por falta de tempo e talvez por falta de um sintetizador de voz em português decente e que seja open source.

Quem tiver sugestões sobre a idéia, APIs que me ajudem a executar, colaboradores, postem ai, quem sabe não conseguimos revolucionar alguma coisa afinal.

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Por que não?

Posted by Rafael Rossignol Felipe em 11/12/2008

Sempre tenho algumas ideias mirabolantes as vezes, muitas delas (quase todas) são possíveis de serem executadas, talvez não sejam viaveis (financeiramente falando) mas geralmente penso na viabilidade financeira. O problema é que talvez eu sou preguiçoso e no meu tempo livre prefiro ficar jogando Wii, ou curtir a namorada e os amigos.

No mínimo então, vou compartilhar as idéias com os outros, quem sabe o google me descobre? hehhhe, ou o pessoal colabora com a idéia e não surge um projeto open source legal?

Por que não? o título vem justamente dai, por que não esse software (que vou propor daqui a pouco), por que não compartilhar minhas idéias? Afinal de contas, de onde sai uma idéia, saem varias, e idéias não me faltam.

Mas vamos lá, há algum tempo tinha tido essa idéia, e ela foi sendo elaborada ao longo do tempo. Eu me empolgo facilmente com as possibilidade de dispositivos que todos tem e as capacidades pouco usadas deles. Um desses dispositivos é o aparelho celular, quase todo mundo possui um celular com tela colorida e bluetooth, correto? (vai, isso é contestável, mas bastante gente tem, bastante mesmo)

Como o j2me virou padrão em todos os celulares fabricados hoje, existe uma diversidade imensa de jogos criados para essa plataforma, e a qualidade não é fraca não, você tira isso pelo fato de que existe um emulador de nintendinho para essa plataforma e o nintendinho já divertiu muita gente. Quer dizer, não é só a minha opinião, mas o gráfico não é o mais importante de um jogo, a nintendo provou isso com o Wii.

Até agora deu pra entender que estou falando de um jogo, certo? Então vou direto ao ponto:
Imagine um MMORPG jogado no mundo real, já pensou nisso? na verdade um jogo de duelos, onde você cria um personagem no seu celular e ele fica la, você evolui ele enfrentando outras pessoas que encontra na rua, através do Bluetooth.

Imagine você esperando na plataforma do metro e seu celular emite um som característico? alguém está te desafiando,  ai você sai na porrada (com o celular claro) ali mesmo. Interessante, se não fosse por um motivo.

Na plataforma j2me não é possível deixar um programa na memória esperando ser acordado por outro, o que não é um problema muito grande para viciados em jogos desse tipo. Afinal de contas podem-se criar locais de encontros para batalhas, inclusive nesses locais pode-se haver um servidor bluetooth que disponibiliza NPCs para completar quests, e monstros para bater em grupo, hehhehehe. As possibilidades são boas.

Imagine um dono de comércio (uma lanhouse, uma locadora, ou algo do gênero) disponibilizando um desses pontos de batalha, seria como as Towns (vila onde os jogadores compram mantimentos e itens no jogo) dos jogos, inclusive poderiam ser criadas quests onde os jogadores teriam que percorrer a cidade toda (e aqui estou falando da cidade real), comércios mais movimentados, mais lucros para os comerciantes, o jogo poderia ser disponibilizado de graça, e as pessoas se divertindo sem gastar nada em software ou hardware. (iam gastar sim, sola de sapato e dinheiro do busão, rs)

A idéia foi apresentada, e ainda tem como melhorar. Como?

Use um G1 da HTC por exemplo, como ele usa o Android como SO, é possível deixar tarefas residentes na memória, e aquilo lá que escrevi la em cima (de ser desafiado quando você menos espera) pode se tornar realidade. Sem falar que a proposta do G1 é ficar conectado online direto, e ele possui GPS. Ou seja, o mapa do MMORPG seria montado sobre o mapa real, você na sua própria casa, poderia montar a casa do seu personagem, e no seu trabalho, um comércio onde seu personagem vende itens, de repente pessoas iam te procurar pra que você venda itens para elas. Calma, não sou contratado do google pra fazer propaganda do Android, o principal é a possibilidade do GPS mesmo (que daqui a poucos anos qualquer aparelho de celular vai ter)

Mas voltando à idéia mais simples (sem GPS), ela mesmo seria algo bem revolucionário, principalmente por que pessoas poderiam perder a vida jogando, já tem gente que perde a vida jogando no computador, mas pelo menos essas pessoas tomariam um solzinho e poderiam interagir com pessoas reais durante o jogo.

Agora, o que seria gasto pra ter algo assim? Horas de programadores bem motivados com a idéia e só. Os celulares todo mundo já tem, no máximo as Towns dentro de comércio, seriam uma maquina simples, conectada na internet, com um dispositivo usb bluetooth (que é muito barato).

Como disse no começo, não sei se seria viável, talvez os comentários digam isso.

Então concluo o post com a perqunta do título, por que não?

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GPS para todos

Posted by Rafael Rossignol Felipe em 08/12/2008

Quem é perdido como eu já teve a vontade de ter um navegador eletrônico que usa GPS. Não que eu seja totalmente perdido, o problema é que toda vez que vou de carona com alguém pra algum lugar eu fico viajando e nunca presto atenção pra onde estou indo, e as vezes eu não associo o nome da rua ao local.

Mas não vem ao caso agora, questão é que ao ver tantos sistemas de navegação disponíveis no mercado, comecei a imaginar que não é necessário um poder computacional tão grande assim para exibir um mapa e traçar rotas (se o mapa estiver bem estruturado é claro), foi então que pesquisando no sourceforge descobri o GPSMid.

Mas o que é o GPSMid? esse cara ai é um software que roda em qualquer celular que rode Java, mais especificamente j2me. O que esse software faz é o seguinte, pega as informações de um GPS e posiciona onde você está em um mapa, além disso você pode pesquisar endereços e ele traça uma rota de onde você está até o lugar que você quer chegar (e essa que é a parte boa do negocio). Quem quiser dar uma olhada como ele funciona, no site tem uma versão que da pra testar no navegador, também é possível baixar umas versões pré-prontas com mapas do reino unido.

Em teoria, qualquer um que tenha um celular mais ou menos pode se achar numa cidade grande como São Paulo.

Porém existem dois problemas, o primeiro é contornável.

Problema 1
Nem todo celular vem com GPS (na verdade quase nenhum) e os que vem com GPS já possuem um software compatível que provavelmente é melhor do que esse que estou escrevendo. Mas é fácil de contornar esse problema, existem módulos GPS Bluetooth que enviam sinal de GPS para qualquer celular com bluetooth, esses módulos custam cerca de R$ 200 no mercado livre. E se fizer importação direta, talvez fique até mais barato.

Problema 2
Os mapas, esse software utiliza mapas de um outro projeto “Open Source” o Open Street Map, esse projeto consiste em um “banco de dados” de mapas do mundo todo que é alimentado colaborativamente, como o wikipedia. A intenção também é ótima, porém não tem muito brasileiro ajudando, logo, aqui da cidade de São Paulo (que deve ser a que possui mais informações) não tem muitas ruas.

Ao me deparar com o segundo problema, me lembrei de um projeto nacional que tem um objetivo parecido com o Open Street Map, o tracksource. Essa comunidade está criando mapas de ruas e rodoviários de todo o brasil, porém eles utilizam softwares proprietários para isso, e o formato gerado não pode ser utilizado para nenhum outro sistema de navegação que não seja da marca Garmin.

Vendo esse problema tentei utilizar o GPSBabel (software para conversão de formatos de mapas) para converter os mapas do projeto tracksource em um formato compatível com o GPSMid, percebi que o GPSBabel ainda não consegue ler o formato (proprietário) então no final das contas fiquei de novo só com idéias na cabeça.

Conclusões
Cheguei a algumas conclusões no final da contenda:

  • Projetos como o tracksource não deveriam se utilizar de softwares proprietários, ou no mínimo deveriam se utilizar de formatos que poderiam ser utilizados por todos. Apesar de eu não ser ninguém para contestar a maneira como desenvolvem os mapas, na minha opinião se fizessem isso diretamente no OpenStreetMap, o desenvolvimento seria simplificado (pois as ferramentas foram criadas pensando no desenvolvimento colaborativo), poderiam continuar utilizando em seus GPSs garmin e ajudariam muito mais pessoas. Pois além dos dados poderem ser utilizados por pessoas comuns como eu, que são meio perdidas. Também poderiam ser utilizadas por desenvolvedores de sistemas, como eu (hehehehe), para desenvolver soluções inovadoras e livres.
  • Cheguei a conclusão de que vou tentar de outras maneiras converter os mapas do projeto tracksource, acredito que não esteja ferindo nenhuma licença de uso deles. (Existe um projeto de uma lib em C que consegue ler esse formato libgarmin , e também um software que utiliza essa biblioteca, o QLandkarte). Quem sabe não tenho sucesso?
  • Quem sabe os mapas do projeto openstreetmap não evoluam e num futuro próximo muitas pessoas possam usufruir de um sistema de navegação simples e útil que pode ajudar a desafogar um pouco o trânsito de grandes cidades, afinal de contas quem nunca teve vontade de, no meio de um congestionamento, entrar na primeira ruazinha que ve pela frente e seguir por outro caminho?
  • Se quiser se aventurar com o GPSMid, não precisa entender de java (apesar de ser útil). Entre no site e siga o tutorial, se eu consegui, qualquer um consegue.

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